terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Bola de neve

Atualização de status: ainda deprimida por conta da demissão. Estou procurando coisas novas, mas nada apareceu. É claro que já estando deprimida, o meu humor não está lá dos melhores. E eu imagino que não deve estar sendo fácil conviver comigo assim. Mas, por outro lado, é o que se espera dos parentes, da família: marido, filhos, pais e irmãos. A gente imagina que esse vai ser o grupo que vai dar apoio incondicional. Fragilizada assim, ficou mais fácil me ofender com pequenas atitudes em casa, como a comida rejeitada, ou o descuido com o lugar que acabou de ser limpo. Devo soar como uma "chata de galocha". Mas um pouco de compreensão não ia fazer mal, né? Ao invés disso, quase estou sem falar com as pessoas da casa, maiores de 13 anos. Só tenho me comunicado com meu gurizinho, porque ele não entenderia, embora perceba, o que está acontecendo. Estou rezando. Estou pedindo um milagre: que as pessoas que eu amo me entendam. Que me perdoem se eu me excedi nas reações. Que assumam que também erraram. Que tudo fique bem. Que merda, hein! Minha vontade é de sumir! Ou morrer...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

... Como havia sido previsto

Já vinha sendo anunciado o fim. Eu já sabia que iria acontecer. Mas ainda assim, não é um sentimento fácil de lidar. Será que todos sentem da mesma forma que tenho sentido? A sensação inicial foi a de que eu fui jogada fora, depois de ter sido usada ao extremos, sugada de toda minha energia, criatividade, saber e competência. Ser demitida não foi nem um pouco aliviador, como eu esperava. Eu achei que me sentiria libertada, e no entanto minha alma parece estar prisioneira de uma angústia, da eterna incerteza sobre o futuro. Achei que depois que eu saísse de lá, todas as nuvens que me impediam de ver iriam se dissipar. Porém, parece agora que elas estão mais densas. Eu não vou tentar fingir que tá tudo bem. Não está. Eu estou muito triste, com medo do futuro. Medo de não receber na justiça por todos os direitos assegurados de uma demitida. Medo de que não consiga mais voltar a trabalhar, porque parece que tudo que eu sabia, que tudo o que eu podia fazer ficou preso lá naquele lugar. O amanhã é tão nublado, tão difícil de enxergar... E me falta a fé de que todo mundo fala. Como se ganha fé? Como se passa a acreditar que tudo vai ficar bem? Eu queria, ao menos, alguma garantia...