quarta-feira, 10 de julho de 2013

Não quero ser....

Ok, eu não quero ser a pessoa que reclama de tudo o tempo todo. Mas esse é o único lugar onde posso fazer isso em paz. Eu fiz uma prova de concurso no domingo. Não acho que eu seja a pessoa que tem perfil para a vaga, mas me agarrei à possibilidade porque o barco está afundando por aqui. E me pareceu tão tranquila aquela prova. Eu me senti confiante, segura. Em nenhum momento, achei que meus concorrentes fossem menores do que eu, muito menos que eles mereçam menos do que eu a vaga disputada. Ontem o gabarito foi divulgado, e eu conferi, pasmada, a quantidade de questões que errei. Espero que isso não pareça arrogante da minha parte, mas a verdade é que a prova não me pareceu difícil. Ter errado tanto está me fazendo sentir como se eu fosse incapaz, burra! Será que todo mundo se sente assim? Será que todos os meus colegas que também erraram tanto quanto eu estão se sentindo incompetentes? Bem, eu estou. E mais: tenho a sensação de que nem quero ir lá fazer a segunda etapa do concurso. Não quero ser a pessoa que desiste antes do fim, mas estou me sentindo exausta e sem nenhuma vontade de continuar.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Festa...

Supostamente, uma festa deveria ser motivo de alegria, de animação. A festa não é necessariamente minha, mas eu acho que quando alguém é convidado para uma, isso não deveria ser um peso. Amanhã há um casamento. Nada contra os noivos, mas eu não gostaria de ir. Simplesmente porque estou com vontade de não ir. Ou melhor, não estou com vontade de ir. É diferente. E é muito simples de explicar minha não-vontade. Esse tipo de festa é como um desfile no tapete vermelho do Oscar: as pessoas estão lá não para celebrarem o acontecimento, mas para se exibirem. Se você é convidado para um casório, e junto com o convite vem uma série de exigências sobre como você deve se vestir, a alegria da celebração vai para a puta que o pariu, porque o que resta é a chatice de ter que fazer cabelo, unhas, maquiagem (é uma delícia fazer tudo isso quando é para o seu prazer, e não para pousar num álbum de casamento), alugar roupa (ou conseguir emprestado, ou comprar). "Felizmente" nesses últimos 14 anos eu engordei o suficiente para uma roupa de gala de minha sogra caber em mim. Minha sogra sempre tem algum evento de gala para ir. Eu não. Aliás, meus amigos não se casam. Eles passam a morar junto com seus companheiros(as) e depois atualizam o perfil no Facebook. Também não sou muito convidada para festas de formaturas e bailes de debutantes. Por isso, não tenho vestido de gala. Se tivesse, seria preto, mas a mãe da noiva não quer que ninguém use preto na festa. (Já viu que onda?) Bem, e qual a razão de eu simplesmente não ir? "Família, família...." Não ir é comprar uma briga, uma ofensa. A família nem é minha! É do marido, mas eu não vou ser a responsável por uma "ofensa" tão grave. E aí, o jeito é me submeter. Amanhã, a esta hora, estarei com a cara cheia de "reboco", coque, roupinha de gala, sorriso falso. Não farei unha, não irei ao salão... Malmente, passarei uma base nas unhas para disfarçar... nos olhos, vou tacar um par de cílios postiços tão chamativos que ninguém vai reparar nas minhas unhas. Quer dizer, ninguém exceto a mãe da noiva, que adora ter repertório para falar mal dos outros depois que a festa passar. Certa feita, quando houve o casamento do outro filho dela, uma agregada (assim como eu), foi a madrinha. A coitada havia trabalhado o dia inteiro e não pôde ir a salão fazer essas coisas todas. Foi do jeito dela, estava linda, do jeito dela, naturalmente como ela é. Tempos depois, numa rodinha de churrasco, essa moça foi bombardeada de acusações, porque não havia feito escova no cabelo, porque o vestido estava assim e assado, etc e tal. Nem preciso dizer que a moça-alvo do falatório nem estava lá para se defender... Eu queria "cagar e andar" pra tudo isso. Ir de calça jeans e all star! Mas isso seria tão "ofensivo" quanto não ir à festa. P.S.: ainda bem que não fui convidada para ser madrinha desse casamento...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Bola de neve

Atualização de status: ainda deprimida por conta da demissão. Estou procurando coisas novas, mas nada apareceu. É claro que já estando deprimida, o meu humor não está lá dos melhores. E eu imagino que não deve estar sendo fácil conviver comigo assim. Mas, por outro lado, é o que se espera dos parentes, da família: marido, filhos, pais e irmãos. A gente imagina que esse vai ser o grupo que vai dar apoio incondicional. Fragilizada assim, ficou mais fácil me ofender com pequenas atitudes em casa, como a comida rejeitada, ou o descuido com o lugar que acabou de ser limpo. Devo soar como uma "chata de galocha". Mas um pouco de compreensão não ia fazer mal, né? Ao invés disso, quase estou sem falar com as pessoas da casa, maiores de 13 anos. Só tenho me comunicado com meu gurizinho, porque ele não entenderia, embora perceba, o que está acontecendo. Estou rezando. Estou pedindo um milagre: que as pessoas que eu amo me entendam. Que me perdoem se eu me excedi nas reações. Que assumam que também erraram. Que tudo fique bem. Que merda, hein! Minha vontade é de sumir! Ou morrer...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

... Como havia sido previsto

Já vinha sendo anunciado o fim. Eu já sabia que iria acontecer. Mas ainda assim, não é um sentimento fácil de lidar. Será que todos sentem da mesma forma que tenho sentido? A sensação inicial foi a de que eu fui jogada fora, depois de ter sido usada ao extremos, sugada de toda minha energia, criatividade, saber e competência. Ser demitida não foi nem um pouco aliviador, como eu esperava. Eu achei que me sentiria libertada, e no entanto minha alma parece estar prisioneira de uma angústia, da eterna incerteza sobre o futuro. Achei que depois que eu saísse de lá, todas as nuvens que me impediam de ver iriam se dissipar. Porém, parece agora que elas estão mais densas. Eu não vou tentar fingir que tá tudo bem. Não está. Eu estou muito triste, com medo do futuro. Medo de não receber na justiça por todos os direitos assegurados de uma demitida. Medo de que não consiga mais voltar a trabalhar, porque parece que tudo que eu sabia, que tudo o que eu podia fazer ficou preso lá naquele lugar. O amanhã é tão nublado, tão difícil de enxergar... E me falta a fé de que todo mundo fala. Como se ganha fé? Como se passa a acreditar que tudo vai ficar bem? Eu queria, ao menos, alguma garantia...