quinta-feira, 15 de setembro de 2011

And keep going.....

Eu conversei com B. pelo msn... E ela tá diferente, outra vez. Só que agora, é um diferente bom... ela tá melhor, tá perto do "feliz"... Ela me disse que conseguiu falar com F., e que eles estão se dando bem, conversando amenidades pelas redes sociais da vida. E eu achei sensacional o que ela me falou a respeito de como se sente nisso tudo. É uma nova perspectiva para os desencontros que a vida provoca em corações andantes que seguem em caminhos diferentes. Vou tentar reproduzir:

Eu ainda sou apaixonada por ele, isso é fato, e eu não vou mais tentar mudar! Depois de muito meditar, eu percebi, Line, que não é normal que seja tão difícil seguir em frente. Já me apaixonei outras vezes, mas desta, alguma coisa é diferente. Eu me lembro quando fui apaixonada por P., por exemplo. Quando ele deixou claro que não sentia nada por mim, eu toquei minha vida. Doía, dava uma sensação de que o mundo tinha aumentado de tamanho e só eu estava minúscula ali, mas eu sabia que ia passar. Agora tem alguma coisa que me prende. E minha intuição me diz o que parece ser uma grande sandice: "ele também sente alguma coisa por você". Eu tento me convencer de que isso não é minha intuição, que é só o meu desejo de ser correspondida, mas não me convenço... Então eu decidi que vou deixar esse sentimento aqui. Segundo aquele filme que te indiquei, Secondhand lions, um homem precisa acreditar no que é bom pra ele... Então, eu, ser humana, acredito que F. tem algum sentimento por mim, sim... Só não é a nossa hora. E é aí que eu ganho convicção para deixar tudo como está: ele é muito lindo, muito especial... é um bom rapaz... Se fosse mau caráter, teria se aproveitado dessa situação toda pra tirar uma lasquinha e depois me deixar... Então, é alguém que vale a pena amar. Se agora eu sou apaixonada, deixa que esse sentimento fique aqui, mesmo que seja para querer bem a um amigo... É como mudar o foco... Agora, eu o desejo... Tenho vontade de beijá-lo, de sentir o seu cheiro, de afagar os cabelos grisalhos e levemente cacheados. Quem sabe, com o tempo, essa vontade não passe e eu tenha um imenso carinho por alguém que é legal, que é inteligente, que tem bom gosto para música, que tem uma apreciação estética da vida bastante interessante, etc. Acho que é por isso que eu quero tanto que ele fique por perto, mesmo que seja para falar de besteiras e dar alguma risada. Enfim, é essa a minha visão dessa situação. Eu não estou fazendo nada de errado. Não vou persegui-lo, nem vou me impor à vida dele... Não tenho como forçá-lo a estar na minha vida da maneira como eu gostaria, mas estou disponível para ser uma boa amiga, se ele desejar e se a vida assim permitir.


Foi mais ou menos isso que ela disse, em resumo. Eu achei interessante, pois eu sempre fui o tipo de pessoa que, ao terminar um relacionamento, cortei a pessoa de vez da minha vida e joguei nos baús do passado... Posso ter perdido bons amigos assim... Se acontecer de meu casamento acabar, como quase aconteceu no passado, e como acontece com muitos casais por aí, posso garantir que não vou desejar que ele saia da minha vida completamente, porque ele é um excelente amigo... É uma pessoa boa, honesta, excelente pai, super "família", preocupado com o bem estar de todos no lar. Alguém assim, que lhe dá dois filhos lindos de presente, não pode ser excluído de sua vida, num caso de separação... Quando quase nos separamos, ele propôs que fôssemos amigos, e eu recusei. Disse que isso não existe: que ex não pode ser amigo... Eu sei que no caso de B., F. não é ex... mas poderia ser algo mais, se não houvesse uma rede imensa de complicações entre eles.

Por tudo que eu sei dessa história, não querendo encorajar B., eu também acho que ele sente algo por ela... atração, carinho, empatia, talvez, até uma paixonite... Pode ser numa proporção diferente... mas que ele sente algo, ah, eu acho que sente sim!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Make me happy II

A lista continua, graças a Deus...

Beija-flores, arco-íris, gentileza, solos de baixo, poesia com que a gente se identifica, carinhos gratuitos, dar presente, cozinhar, ver satisfação em quem degusta meus preparos, gente consciente, respeito, pessoas realizando conquistas, aquarela, sorvete, abraçar uma árvore, rezar.

E em breve a continuação...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Make me happy...

Mesmo assumidamente deprimida, posso fazer uma lista de coisas que me deixam feliz:
o cheiro dos meus filhos, sorrisos sinceros, borboletas amarelas, céu azul, elogios, abraços apertados, piadas de nerd, cantar alto, cinema com pipoca, rever bons amigos, cuidar de mim no salão de beleza, chocolate meio amargo, nhoque a bolonhesa, cheiro de lavanda e de canela, "minhas árvores" (Não sei que árvores são, só sei que elas florescem de agosto em diante, e ficam com a copa toda roxinha, como se não tivessem folhas verdes, mas sim roxas... Em dezembro, as flores vão se amarelando, e elas voltam a ser verdes até agosto novamente. Parecem com essa da foto),
unhas pintadas, brincos bonitos, videoclipes antigos, finais felizes, pessoas apaixonadas, gordinhos sexies, carinho no meu cabelo, cabelos ruivos, grisalhos assumidos, compreender ironias, perceber intertextualidades, ler um bom livro, descobrir coisas novas, mudar de ideia, aceitar conselhos, rejeitar outros que não me servem, confiar na minha intuição, pessoas autênticas, gargalhadas viscerais, dançar de qualquer jeito, belezas não convencionais, tatuagens que não são modismos...

Creio que, por hoje, eu listei quase tudo de que me lembro. A lista deve continuar, numa outra hora.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Abrir o verbo

Eu estive com um tio meu nesse fim de semana. Ele está internado, com câncer... Já está numa fase complicada, não tem mais como reverter, só controlar. Não pode ser operado... Enfim, fase terminal... Ele não sabe o que é, ninguém tem coragem de contar... É muito triste. Ele é novo, tem só 53 anos de idade... Eu o acho novo... Ainda teria muito o que viver...No entanto, já tá indo embora, sofrendo...
Fiquei pensando no que ele pode ter deixado de viver. Questionei se ele partirá com algum tipo de arrependimento... Tanto do que fez quanto do que deixou de fazer... E é óbvio que eu passei a pensar em mim, nas coisas que eu gostaria de fazer e ainda não fiz... Pensei em tudo o que não disse, mas que gostaria de dizer, para as pessoas importantes da minha vida. Eu sei que eu digo muito facilmente que amo quando isso é verdade... não tenho pudores em relação a isso. Mas tenho receio de que minha vida se acabe sem que eu tenha conseguido realizar algumas coisas, sem que eu me sinta realizada no que escolhi para mim...
Eu acho que preciso repensar minha inércia, meus medos e inseguranças.... Eu não quero me arrepender do que não fiz....