quarta-feira, 8 de julho de 2015

Nada novo de novo.

Quase dois anos se passaram desde a última  postagem. Muita coisa mudou contextualmente. Eu, porém, dei alguns passos à frente e todos eles e mais um para trás. Estou, de novo, diante de um concurso  pra fazer (me cagando de medo da rejeição ), sem coragem de mudar.
De dois anos para cá,  voltei a fazer terapia. Eu estava em meio a uma depressão moderada. Nada mudou. Talvez eu tenha de ceder e tomar remédios.

Hoje estou com muita raiva de muita gente, inclusive de mim mesma.

Em suma,  estou descobrindo muita coisa sobre mim mesma na terapia.  Mas nada mudou....

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Não quero ser....

Ok, eu não quero ser a pessoa que reclama de tudo o tempo todo. Mas esse é o único lugar onde posso fazer isso em paz. Eu fiz uma prova de concurso no domingo. Não acho que eu seja a pessoa que tem perfil para a vaga, mas me agarrei à possibilidade porque o barco está afundando por aqui. E me pareceu tão tranquila aquela prova. Eu me senti confiante, segura. Em nenhum momento, achei que meus concorrentes fossem menores do que eu, muito menos que eles mereçam menos do que eu a vaga disputada. Ontem o gabarito foi divulgado, e eu conferi, pasmada, a quantidade de questões que errei. Espero que isso não pareça arrogante da minha parte, mas a verdade é que a prova não me pareceu difícil. Ter errado tanto está me fazendo sentir como se eu fosse incapaz, burra! Será que todo mundo se sente assim? Será que todos os meus colegas que também erraram tanto quanto eu estão se sentindo incompetentes? Bem, eu estou. E mais: tenho a sensação de que nem quero ir lá fazer a segunda etapa do concurso. Não quero ser a pessoa que desiste antes do fim, mas estou me sentindo exausta e sem nenhuma vontade de continuar.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Festa...

Supostamente, uma festa deveria ser motivo de alegria, de animação. A festa não é necessariamente minha, mas eu acho que quando alguém é convidado para uma, isso não deveria ser um peso. Amanhã há um casamento. Nada contra os noivos, mas eu não gostaria de ir. Simplesmente porque estou com vontade de não ir. Ou melhor, não estou com vontade de ir. É diferente. E é muito simples de explicar minha não-vontade. Esse tipo de festa é como um desfile no tapete vermelho do Oscar: as pessoas estão lá não para celebrarem o acontecimento, mas para se exibirem. Se você é convidado para um casório, e junto com o convite vem uma série de exigências sobre como você deve se vestir, a alegria da celebração vai para a puta que o pariu, porque o que resta é a chatice de ter que fazer cabelo, unhas, maquiagem (é uma delícia fazer tudo isso quando é para o seu prazer, e não para pousar num álbum de casamento), alugar roupa (ou conseguir emprestado, ou comprar). "Felizmente" nesses últimos 14 anos eu engordei o suficiente para uma roupa de gala de minha sogra caber em mim. Minha sogra sempre tem algum evento de gala para ir. Eu não. Aliás, meus amigos não se casam. Eles passam a morar junto com seus companheiros(as) e depois atualizam o perfil no Facebook. Também não sou muito convidada para festas de formaturas e bailes de debutantes. Por isso, não tenho vestido de gala. Se tivesse, seria preto, mas a mãe da noiva não quer que ninguém use preto na festa. (Já viu que onda?) Bem, e qual a razão de eu simplesmente não ir? "Família, família...." Não ir é comprar uma briga, uma ofensa. A família nem é minha! É do marido, mas eu não vou ser a responsável por uma "ofensa" tão grave. E aí, o jeito é me submeter. Amanhã, a esta hora, estarei com a cara cheia de "reboco", coque, roupinha de gala, sorriso falso. Não farei unha, não irei ao salão... Malmente, passarei uma base nas unhas para disfarçar... nos olhos, vou tacar um par de cílios postiços tão chamativos que ninguém vai reparar nas minhas unhas. Quer dizer, ninguém exceto a mãe da noiva, que adora ter repertório para falar mal dos outros depois que a festa passar. Certa feita, quando houve o casamento do outro filho dela, uma agregada (assim como eu), foi a madrinha. A coitada havia trabalhado o dia inteiro e não pôde ir a salão fazer essas coisas todas. Foi do jeito dela, estava linda, do jeito dela, naturalmente como ela é. Tempos depois, numa rodinha de churrasco, essa moça foi bombardeada de acusações, porque não havia feito escova no cabelo, porque o vestido estava assim e assado, etc e tal. Nem preciso dizer que a moça-alvo do falatório nem estava lá para se defender... Eu queria "cagar e andar" pra tudo isso. Ir de calça jeans e all star! Mas isso seria tão "ofensivo" quanto não ir à festa. P.S.: ainda bem que não fui convidada para ser madrinha desse casamento...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Bola de neve

Atualização de status: ainda deprimida por conta da demissão. Estou procurando coisas novas, mas nada apareceu. É claro que já estando deprimida, o meu humor não está lá dos melhores. E eu imagino que não deve estar sendo fácil conviver comigo assim. Mas, por outro lado, é o que se espera dos parentes, da família: marido, filhos, pais e irmãos. A gente imagina que esse vai ser o grupo que vai dar apoio incondicional. Fragilizada assim, ficou mais fácil me ofender com pequenas atitudes em casa, como a comida rejeitada, ou o descuido com o lugar que acabou de ser limpo. Devo soar como uma "chata de galocha". Mas um pouco de compreensão não ia fazer mal, né? Ao invés disso, quase estou sem falar com as pessoas da casa, maiores de 13 anos. Só tenho me comunicado com meu gurizinho, porque ele não entenderia, embora perceba, o que está acontecendo. Estou rezando. Estou pedindo um milagre: que as pessoas que eu amo me entendam. Que me perdoem se eu me excedi nas reações. Que assumam que também erraram. Que tudo fique bem. Que merda, hein! Minha vontade é de sumir! Ou morrer...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

... Como havia sido previsto

Já vinha sendo anunciado o fim. Eu já sabia que iria acontecer. Mas ainda assim, não é um sentimento fácil de lidar. Será que todos sentem da mesma forma que tenho sentido? A sensação inicial foi a de que eu fui jogada fora, depois de ter sido usada ao extremos, sugada de toda minha energia, criatividade, saber e competência. Ser demitida não foi nem um pouco aliviador, como eu esperava. Eu achei que me sentiria libertada, e no entanto minha alma parece estar prisioneira de uma angústia, da eterna incerteza sobre o futuro. Achei que depois que eu saísse de lá, todas as nuvens que me impediam de ver iriam se dissipar. Porém, parece agora que elas estão mais densas. Eu não vou tentar fingir que tá tudo bem. Não está. Eu estou muito triste, com medo do futuro. Medo de não receber na justiça por todos os direitos assegurados de uma demitida. Medo de que não consiga mais voltar a trabalhar, porque parece que tudo que eu sabia, que tudo o que eu podia fazer ficou preso lá naquele lugar. O amanhã é tão nublado, tão difícil de enxergar... E me falta a fé de que todo mundo fala. Como se ganha fé? Como se passa a acreditar que tudo vai ficar bem? Eu queria, ao menos, alguma garantia...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Mais alguns tons...

Bem, terminei os dois primeiros livros da trilogia 50 tons de Cinza. E posso afirmar, com muita convicção, que eu estou morta de cansaço pela Anastácia, protagonista dos romances... É tanto sexo (duas ou três vezes por dia, quase todo santo dia!!!!!) que eu fiquei exausta por ela. Como eu mencionei no post anterior, o vocabulário é tão fraquinho, que começou a ficar chato "reler" todas as narrativas porno-eróticas (dá uma sensação de que estou lendo de novo a mesma transa...). Mas o que me trouxe aqui para falar sobre o livro não está no livro em si, mas em um comentário que li em algum site por aí: alguém descreve o livro como "o pornô das mamães". Eu fiquei com a pulga atrás da orelha com a expressão claramente preconceituosa em relação às mulheres que optaram por construir uma família. É como se uma mãe não tivesse mais o instinto sensual e sexual que qualquer mulher saudável, em idade reprodutiva tem. Parece que parir é fato que irá, de vez, colocar a vida sexual na gaveta. Sabe-se que é difícil ter uma vida sexual ao estilo Grey/Steele com filhos em casa. Mas mesmo quem não tem criança em casa não anda transando toda hora, em todos os lugares, usando tantos apetrechos e tudo mais, por aí. Esse é outro ponto interessante que me levou a refletir ainda mais sobre o veneno implícito no comentário: o sexo comum, de todo dia, sem acessórios, brinquedos e fantasia, é menosprezado, como se só o sexo selvagem, cheio de incrementos fosse responsável por validar a satisfação sexual de uma mulher, principalmente se ela não é mãe. É interessante essa forma que boa parte da sociedade vê o "sexo baunilha", como algo que não satisfaz, enquanto que o sexo só é, de fato, fora de série, se tiver algum tipo de "estranhice", em algum nível... Interessante que no segundo livro da trilogia os protagonistas vem mostrar justamente o oposto disso: à medida que vão ficando íntimos e se apaixonando mais, a fantasia sado-masô vai deixando de ter espaço, e o Christian, que antes só conseguia fazer sexo na relação Dominador/Submissa, descobre um prazer muito maior no sexo comum, só pele, bocas e... química. Acho que o/a jornalista que criou a expressão precisa repensar o mundo, as mães, as mulheres e a sexualidade feminina, independente de idade, estado civil, status familiar, etnia, classe social, nacionalidade, e tudo o mais...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Os primeiros tons de cinza

Há algum tempo, um amigo publicou um post no Facebook sobre uma crítica pra lá de elitista detonando a trilogia "Cinquenta tons de cinza". Eu, na época, sequer sabia do que se tratava. Depois de um tempo, vi que a revista Veja (argh!) publicou uma matéria de capa para falar do reboliço que esses livros têm provocado. Mais uma vez, eu estava no meu estado de ignorância a respeito do que se tem chamado de fenômeno. Foi aí que eu fiquei sabendo o que era... E não me interessei nem um pouquinho, pois sado-masoquismo nunca foi minha praia (parafraseando a tradução de Steele e Grey). Aí, passado mais um tempinho, minha madrasta vem até mim, toda serelepe, com olhinhos agitados e acesos, me dizendo que eu "tinha" de ler. Eu falei para ela que não curtia essa coisa de sádico, etc e tal... Mas ela não se abateu. Sábado, fui almoçar na casa do meu pai. Antes de ir embora, mais uma vez, vem minha madrasta, cheia de excitação, e com dois dos três livros na mão. Foi logo dizendo assim: "Olha, eu ainda não comprei o terceiro, mas já li os dois primeiros, e você tem de ler... Você vai amar!". Resumo da ópera: Das 455 páginas do primeiro livro, já li pouco mais de 130. Sim, os relatos detalhados das relações dão uma quenturinha. Sim, é bonzinho de ler. Mas,só... Voltando ao post de meu amigo no Facebook, alguém comentou que só mesmo uma fã de Stephanie Meyer para escrever melhor do que ela. Discordo. Meyer parece ter mais riqueza de vocabulário, embora isso possa ser também um problema da tradução. Além do mais, há momentos em que eu me sinto relendo "Crepúsculo". As semelhanças são muitas: a protagonista branquela, de cabelos castanhos, que não se sente segura e acha que o cara é a melhor coisa do mundo, e que ela é muito menos do que ele; o protagonista que parece um "deus" todo poderoso, que pode tudo, que consegue tudo, que é rico, que é lindo, etc; garçonetes que se incomodam por não serem notadas pelo "deus"; carros caros, velozes, chiquerérrimos, casas maravilhosas; ausência de problemas corriqueiros, como contas a pagar, médicos a serem marcados, etc e tal; frases que se repetem (tanto Edward Cullen quanto Christian Grey andam "franzindo o cenho" com uma certa frequência). Bem medido e bem pesado, parece que os tons de cinza de James são uma versão erótica de Bella e Edward. Convenhamos: um homem (sádico, diga-se de passagem) que consegue fazer uma virgem de 21 anos (que não conhece o próprio corpo) ter 2 orgasmos com penetração na primeira vez é tão irreal quanto um vampiro!